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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amélia, Prostituição e CTPS

Escrevo esse post calcado no depoimento do Arthur em Seu Blog, o Pensar não dói. Ele conta a história da Amélia. Uma amiga prostituta, viciada em crack, grávida do segundo filho que jamais vai conhecer o pai visto que ela não sabe quem é.

Diz ele, que em um reencontro, que resultou em uma carona, num bate papo onde faltava assunto, ela, que é semi analfabeta, fazia comentários prozaicos sobre exclusão social, reclamava do governo, e vê se esvair qualquer esperança de um dia realizar seu sonho de se tornar veterinária. "Esses caras pensam que a gente usa crack por que não sabe que faz mal? São uns idiotas! Eles acham que os guris vão pro tráfico por que são gente ruim? São uns idiotas! Esse pessoal só pensa no próprio rabo, não tem idéia de como é nascer e viver do jeito que a gente nasce e vive. São uns idiotas!" Diz Amélia no artigo.




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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Só pra relembrar:

Pretendia colocar esses links em alguma das colunas de ferramentas do blog, mas pra não avacalhar o Layout, vou postar eles aqui como postagem mesmo. Acredito que enquanto não volto a postar (estou de viagem) vale a pena para quem não teve contato, dar uma lida nos posts de maior sucesso por aqui nesse meros dois meses de existência:

Militares entre plumas e paetês
Uma visão bem humorada sobre a presença de homossexuais em instituições de segurança nacional, utilizando o célebre vídeo dos soldados yankees com seu cover de Telephone, da Lady Gaga e Beyonceé como analogia.

Os Nardoni e a Justiça
Uma avaliação crítica do julgamento e condenação do maior espetáculo público dos últimos tempos.

Tecnólogo em mendicância: Essa idéia vai pegar
Apenas uma desculpa pra desfiar meu cinísmo comprovando por A mais B que vale mais a pena ser mendigo do que doutor nesse país.

Por que nos importamos tanto com o casamento gay?
Uma crítica pessoa a nossos valores morais que impedem que tomemos decisões mais racionais e justas, como a validação da união civil entre homossexuais.

Espero que quem não viu antes, goste, e quem quer relembrar, esteja a vontade.

[Apenas lembrando, que caso haja interesse, permito reprodução completa e irrestrita de minhas postagens pessoais, desde que mencionados autor e fonte]

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Defensores de Direitos Humanos? Que piada:

Muito me intrigam pessoas que se dizem defensoras de Direitos Humanos, e no frigir dos Ovos, trabalham como ativistas dos direitos de determinada minoria, a minoria a qual pertencem:

"Defende Direitos Humanos?"
"Sim."
"Atua de que forma?"
"Milito na causa feminista".
"E tu?"
"Trabalho em defesa dos homossexuais."
"Você?"
"Ativista dos direitos dos negros."
"E são militantes de Direitos Humanos?"
"Sim, uai".

Que grande piada, sendo bem franco. Milito em favor de Direitos Humanos, mas os Direitos Humanos somente da classe a qual pertenço diretamente. Então as demais classes não são seres humanos, ou não se encontram em postura de serem orientadas e protegidas? Por que?

"Danilo, entenda o contexto, negros, mulheres e homossexuais por exemplo, são vítimas históricas de abuso, e isso se reflete hoje em dia na qualidade de vida deles".

Não questiono isso, oras. Imagino o quanto cada uma dessas minorias deve passar, mas não faço idéia do por que se dizer militante de Direitos Humanos, e segregar todo o restante em função do grupo a qual pertence, inclusive esperneando pra conseguir privilégios que outras castas da sociedade não tem, bradando de ódio quando determinada desigualdade é corrigida reequilibrando o jogo.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Por que nos importamos tanto com casamento gay?

Em certas ocasiões, em discussões sobre o casamento homo-afetivo, os argumentos contra que ouço, são coisas pra chorar e sair correndo. Enquanto lhes restam argumentos, os detratores desse anseio gay mantem a compostura, quando faltam, ouço pérolas do tipo:
"A sociedade não é obrigada a aceitar isso."
"Você deve estar comendo outro homem ou, o que é "pior", dando pra ele, Danilo."

Teve um mais original que até hoje estou na peleja pra compreender:
"Com certeza, você está melhor sozinho."

O que tem de tão mal no casamento gay, pra início de conversa? Se ser homossexual não é crime, e ninguém diz que é errado ser homossexual (Que isso, sou livre de preconceitos), mas quando falamos de casamento gay, a resposta não é tão óbvia, e quando falamos de adoção por gays, volta a ser óbvia, mas caminhando em lado oposto, com gente esperneando contra (isso vira tema de outro post), por que negar a validação jurídica de um estado emocional que determinado casal está vivendo? Não peço que aceitem a união religiosa deles. Se quiserem, participem de uma das muitas denominações que toleram, e algumas até incentivam o ato. Mas negar algo que deveria ser legalizado a todos? Toco nesse assunto por aspectos puramente legais. Basta imaginar a cena e tentar discordar de mim, quando dou uma de vidente e profetizo o desfecho que cá entre nós, seria dantesco e injusto em todas as suas variáveis possíveis e previsíveis. Veja só:

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Militares entre plumas e paetês

Antes de começarmos o artigo, quem não teve oportunidade, veja este vídeo:


Curioso, não acha? Militares americanos no afeganistão fazendo sua versão de Telephone, de Lady Gaga e Beyonceé.

Esse vídeo "sensual" me lembra uma discussão polêmica. Homossexuais, podem, ou devem ser incorporados às forças armadas? Pense bem antes de responder, independente de achar que devem, ou não ser incorporados. Enquanto pensa nisso, vou passar minhas impressões sobre o assunto:

A algum tempo acompanho discussões, em que moralistas rechaçam a possibilidade e acham que seria ridículo a presença de homossexuais nas Forças Armadas. Nessas mesmas discussões, vejo pessoas que impõem essa presença em função de participarmos de um estado democrático. E aí, vejo alguns que considero mais inteligentes, que adotam um discurso comedido. Faço parte desse último grupo.

Raciocine comigo. Por que cargas d'água imporíamos a presença de determinado grupo nas forças militares? Também imagine algum argumento pratico para que essa mesma pessoa venha a ser proibida de exercer a profissão.

É o suficiente isso. Normalmente, argumentos proibicionistas, tem mais um carater moral, e a meu ver extremamente anti-ético. Lembro que em uma dessas discussões, li de um dos postulantes, a frase perfeita para endossar meu discurso meio a meio, que foi mais ou menos assim: Somente um depravado ficaria policiando o que uma pessoa faz ou deixa de fazer na cama com outra. O que motivou esse assunto, na época, foram denúncias de que dois soldados do exército tinham sido pegos com a mão na massa. O caso foi muito comédia. Daí os moralistas de plantão sapatearam em torno da proibição da presença de gays no exército, como se homossexualidade fosse doença contagiosa. Era muito louco ver a discussão:

"Um exército com gays? Nunca vou aceitar isso."(?)
Por outro lado:
"O público GLBTT deve figurar nas Forças Armadas".(??)

Deus do céu, isso faz tanta diferença?

Presta o concurso quem quer. Ou vai me dizer que chega um tenente na hora do exame físico com uma prancheta e pergunta:
"Você é gay?"

Resumindo, o código de posturas já proíbe relacionamentos em ambiente de trabalho/treinamento, e isso é mais do que suficiente pra se punir engraçadinhos. Se preocupar se esse relacionamento é gay ou não, é coisa voyeurs.

Em breve, quando eu estiver mais inspirado, discutimos o casamento gay.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Surdos são deficientes? Não acho:

A algum tempo questionei com um vereador do município onde resido, com muito carisma entre a população, o por que de surdos serem, ou não, deficientes. Sabem o que acho? Acho que descobriram o que imagino pelo título do post.

Vou explicar o porque:

Para tanto, imagine o que torna um surdo um deficiente. Pensou em algo? vou ser breve na explicação. Dificuldade de comunicação. Resolvido o problema de comunicação, superada a deficiência. Simples assim. Salvo deficiência auditiva, surdos contam com plenitude física e psicológica. Mas são em sua maioria tratados como deficientes mentais, ou estrangeiros, por não poderem se comunicar conosco, ouvintes.

Então por que cargas d'água, a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) não é regulamentada como matéria obrigatória no ensino primário? Os avanços na questão seriam evidentes, visto que não é algo complicado de se aprender. Só citando alguns exemplos, minha mãe, com 49 anos, dominou o idioma, em um cursinho de módicos R$10,00, e que só não saiu de graça por falta de apoio tanto público quanto privado, e consumia manhãs de sábado. Mais do que ela, um amigo meu, vendo-se forçado a aprender visto que havia engatado namoro com uma garota surda, aprendeu em video-aulas do Youtube, curioso, não acha?

Por que então não ensinam crianças, cada vez mais cedo isso, facilitando assim a inclusão social de uma das camadas da sociedade que de certa forma se vê forçada a permanecer como tal, segregada unicamente ao seu singular círculo de convívio social. Feito isso, surdos não precisariam de escolas especiais. Feito isso, surdos conseguiriam se encaminhar de maneira mais efetiva ao mercado de trabalho. Feito isso, surdos teriam mais horizontes profissionais, talvez, num futuro não tão distante, se graduar em um número satisfatório, em cursos superiores.

Mas por que questionar esse tipo de coisa, não é? É mais fácil colocar em votação o Dia do Samurai, do que consumir verba que poderia muito bem ser empregada em algum desvio.

Lembrem-se, meus caros, surdos não são idiotas, e percebem quando você dá risada das onomatopéias que soltam na tentativa malsã de falar, coisa que nunca aprenderam, por que nunca ouviram, e seu convívio acaba se reduzindo a pessoas que despresam o vocabulário de Libras, ou simplesmente, encontram-se em igual condição.

Mas é fácil ignorarmos essa entre tantas outras coisas. Eu não tenho nenhum surdo na minha família, e acho que você também não.

I'll see you in the future!

[Autorizo reprodução irrestrita do conteúdo, desde que citados Autor e fonte]

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